CONVERSINHA: THE PRIMITIVE SOUL

Marllon Gauche

Vivemos um momento complexo onde muitos artistas estão em busca de oportunidades para mostrar seu trabalho, já que os palcos não são mais uma opção. Portanto, criar espaços para que novos talentos possam aparecer é sempre importante e é isso que queremos fazer através desta nova coluna, Conversinha, um conteúdo formatado como entrevista, mas com perguntas mais rápidas e informais.

Começamos com The Primitive Soul, um projeto idealizado em 2015 por Lucas Bittencourt e Ricky Raimundi, dois DJs e produtores que já estão inseridos no cenário underground há quase 10 anos. Decidiram somar suas habilidades e experiências concentrando esforços neste projeto que teve como escola o Warung Beach Club, já que ambos são de Balneário Camboriú, estando apenas há poucos quilômetros do club. 

A dupla também já viajou para a Europa, em 2019, e por lá foram em clubs renomados como Watergate e Tresor, além de terem marcado presença no na conferência do Amsterdam Dance Event (ADE). Hoje possuem uma identidade híbrida que flerta com diferentes estilos, do Tech House ao Techno, tanto mais sério como melódico. Vamos ao  papo:

WoR – Ricky, Lucas! Tudo bem? De onde vocês nos respondem essa entrevista? Estão juntos no estúdio? 

TPS: Opa, tudo bem!  sim, estamos. Levamos nosso tempo no estúdio bem a sério, e estamos de segunda a sexta pelas manhãs até o começo da tarde juntos, produzindo e manejando outros aspectos da carreira. 

WoR – Legal ouvir isso, não é todo artista que se regra dessa  forma… mas bem, falando do momento atual, já ultrapassamos um ano de pandemia. No começo vocês imaginavam que a situação chegaria a este ponto e que demoraria tanto para retornarmos a vida normal?

TPS: No início não, mas após alguns meses, vimos que a situação era muito mais complicada do que qualquer um havia previsto e que iríamos estar assim por algum tempo…

WoR – E qual foi o grande ensinamento que vocês tiraram de tudo isso? 

TPS: Diversificação. Vimos que em questão de dias, todos artistas e pessoas do ramo perderam suas fontes de renda de eventos, portanto, entendemos como é importante não ter nossos todos ovos numa mesma cesta, buscar outras formas de reter relevância e rentabilizar por outras frentes no digital, como YouTube, Instagram e afins.

WoR – Além da questão financeira, redescobriram algo dentro de vocês mesmos? O que mais fizeram ao longo dos últimos 12 meses?

TPS: Acho que foi um tempo que tiramos pra produzir muito e analisar nossa identidade e o rumo que queremos seguir. Achamos que como seres humanos, estamos em constante mudança e evolução, portanto, nossos gostos se alteram de tempos em tempos e o que um dia foi verdade, pode não ser mais. Então, estamos focados em produzir o que julgamos ser bom de acordo com nossos gostos momentâneos. Ao longo desses 12 meses também focamos bastante em fazer várias lives.

WoR – Tem alguma música que melhor representa esse período? Ou, melhor, qual é a música ideal para nos confortar neste momento?

TPS: Na verdade, produzimos uma track justamente pensando em representar esse momento que estamos vivendo, em breve vocês ouvirão!

WoR – Falando em track nova, vocês devem engatar em breve alguns novos lançamentos independentes, certo? O que tem influenciado/inspirado vocês a produzir música?

TPS: Sim, muitos desses próximos lançamentos são tracks que vieram do que estávamos vivendo pré-pandemia e terminamos ao decorrer dela. No momento o que tem nos inspirado é a fé de que tudo isso vai passar e que, quando passar, vamos estar preparados com conteúdo e prontos para voltar a ativa. 

WoR – Tem algum estilo sonoro mais específico que vocês estão curtindo explorar mais? O que ouviremos do The Primitive Soul?

TPS: Nossa identidade transaciona do Techno ao Melodic House & Techno, mas o que estamos tentando fazer é deixar mais acessível e menos nichado, assim abrangendo mais ouvintes.

WoR – E quando não estão fazendo ou mexendo com música, o que curtem fazer?

TPS: Coisas normais… temos trabalhos à parte, mas também curtimos jogar videogame, assistir séries, ler. No momento não dá para fazer muitas outras coisas devido a pandemia, mas tirando a música, acho que temos gostos bem comuns como todo mundo.

WoR – Um passarinho nos contou que em breve terá uma live de vocês, certo? Falem um pouco sobre essa gravação.

TPS: Simm, gravamos ao amanhecer, na orla de Balneário Camboriú, ficou muito lindo o visual e a transmissão será feita em parceria com um club que admiramos muito, temos certeza que vão curtir!

WoR – Vamos fechar com indicação? Compartilhem um set que vocês ouviram e curtiram muito recentemente com a galera. Valeu!

TPS: Acho que vamos aproveitar pra deixar nossa última live/set que gravamos no Cemitério de Barcos pra quem ainda não ouviu/viu:

Muito obrigado pelo papo! 

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