TRAZENDO À TONA SUAS INFLUENCIAS MUSICAIS, BRUNO MARTINI APRESENTA ‘ORIGINAL’

Gustavo

“Original” é um disco tão rico em sonoridade, participações ilustres, ecletismo e tem tanto a cara de seu autor, Bruno Martini, que deveria vir com manual de instruções para aproveitamento completo. Este é o primeiro álbum de Bruno, desde que migrou para uma carreira solo, em 2017. De lá para cá, lançou diversos singles, parcerias com Lady Gaga, Jason Derulo, Dennis DJ, Vitor Kley, entre outros, e é dono do recorde de música brasileira mais tocada no Spotify com “Hear me Now”, ao lado de Zeeba e Alok. Bruno também já viajou o mundo tocando, passando por importantes festivais, como o Tomorrowland, EDC Las Vegas e México e Rock in Rio.

Ao longo de sua trajetória, sentiu que faltava dar vida à própria voz. Lançou carreira solo, se tornou recordista nas plataformas digitais e o destino o colocou no caminho do tão famoso quanto celebrado Timbaland. O norte-americano, que assinou obras com Justin Timberlake, Katy Perry e Madonna (para ficar em alguns), se encantou com canção de Bruno, “Living on the Outside”, e o chamou para produzirem um som juntos em Los Angeles. Era para ficar um dia e trabalharem uma canção – Bruno retornou ao Brasil com oito canções, 10 dias depois.

Timbaland marcou muito a minha geração, dos meus 15 aos 19 anos, eu e meus amigos ouvia só Timbaland. De início não acreditei muito, achei que poderia ser uma Fake News. (rsrs) A parceria com ele é a realização de um sonho profissional e pessoal pois me influenciou muito nas músicas que faço e em várias coisas em minha vida.

conta Bruno

Foi o estalo para nascer “Original”, nomeado exatamente pelo álbum ser a cara de Bruno Martini, com parecerias com diversos artistas, e resumir bem quem é o Dj e produtor.

Acho muito importante quando um artista quando lança um álbum, pois se trata de um marco em sua carreira, um marco na sua história. Todos os artistas que acompanho sempre lançaram álbum e sempre trabalhavam dessa forma, com conceitos, com ideias muito legais. E sempre foi um sonho meu lançar um album e eu quis fazer um para que possa mostrar para as pessoas quais são minhas influências musicais, quais são minhas referências que ouvi a vida inteira, quem sou eu de verdade.

Nesses últimos 3,4 anos, minha vida mudou muito, comecei a viajar o mundo e trabalhei com diversos artistas, conheci pessoas que para mim eram meus maiores ídolos, foi muito louco a enxergar disso de fato. Todas essas experiências me ajudaram a chegar até o que se tornou o ‘Original’.

finaliza

Em “Original”, Bruno Martini vai em busca de resgatar as suas essências e vem demonstrando isso em cada uma das canções, o primeiro single e responsável por puxar o cordão sonoro, trata de empoderamento feminino de forma leve e foi batizada “Bend the Knee”. É parceria dos dois e para o vocal chamaram Iza, que esquenta uma disco music com groove pesado nas linhas de baixo e aponta a direção do álbum sempre para o bom gosto extremo. A canção lançada em 2020 já conquistou o disco de ouro no Brasil.

Tenho meu estúdio aqui em São Paulo, era do meu pai, sempre produzi lá desde criança, nasci dentro do estúdio. Foi algo muito natural quanto a isso. No processo de criação do álbum, fui operando tudo, eu mesmo quem gravou as vozes, eu mesmo gravei a maioria dos artistas, a maioria dos instrumentos foi eu que toquei, gravei os synths, tentei gravar alguns synths orgânicos. Fiz tudo dentro do meu estúdio, sou muito apegado a energia,e meu estúdio é o lugar ideal. (Rsrs)

revela
Tracklist – ‘Original’ (Reprodução: Twitter)

Iza também assume os vocais em “Original”, primeira faixa que batiza o projeto, e que tem a marca de beats de Timbaland junto a harmonias e timbres de Bruno Martini. Em seguida, a cantora britânica Becky Hill e o duo Magnificence emprestam seus vocais doces à tão retrô quanto dançante “Wake Up with You”.

Uma guinada para um Hip Hop certeiro surge no pop com Luisa Sonza e Diarra Sylla em “Ain´t Worried”, e uma nova virada para a sonoridade 80s acontece na parceria (antiga) com Zeeba em “Lost in Time” – tem aquele ar de new romantic que a encaixa como trilha da década.

Após o primeiro single, dois ganchos country-pop-eletrônicos são desferidos com Johnny Franco em “Skin”, que conta com as participações de Mayra e Timbaland, e “Backroom Door”. “Bad Conversation” remete a certa melancolia temática em trap sob vocal de Mayra e o clima fica solar em “Miss Summertime”, levada com Aguida. “Blurry Vision”, com Nil Cazale, traz o clássico pop eletrônico redondo e um acento de synth pop com rock alternativo é a deixa para “Peace of Mind”, junto a Zeeba.

Aguida incorpora vocal a “Dangerous” que soa sob medida para trilha-sonora de ação da década de 80, Luisa Sonza retorna em “Twilight” e Mayra canta “Albatross” e “Riot”. Na última, brada grito de guerra em vocal mais raivoso com a divisão produtiva de Timbaland. “Say O” caminha para um R&B mais sensual junto a Jorge Blanco. Uma curva mais em U aparece em “Stay” com o vocal de Carol Biazin.

Questionado sobre a ausência de músicas em português no álbum, Bruno revela:

Eu já fiz várias músicas em português, produzo para vários outros artistas em português e acho superbacana. Ao mesmo tempo, para este projeto em si acho que não faria muito sentido até pela questão da sonoridade inteira do álbum, tem vários artistas internacionais. Ter a oportunidade de a Iza trabalhar com o Timbaland, de ter uma música que, obviamente será trabalhada no Brasil, mas que será exportada para fora, não queria perder a oportunidade de também trabalhar o álbum internacionalmente. Os próprios artistas brasileiros como Iza e Luísa Sonza saíram um pouco de sua zona de conforto e se desafiaram para cantar algo que ainda não tinham lançado. Mas nada me impede que daqui um ano eu faça um álbum completamente em português. Para este projeto, iria soar estranho, ver algumas músicas em inglês e de repente uma faixa em português. (rsrs)

Se depois de tantas atrações em uma obra só você não correr para escutar de cabo a rabo é bom se questionar se gosta realmente de música, pois “Original” é o maior manancial de sonoridade que o ano tem. Confira:

Revisão por João Pedro Cavalcanti

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