ENTREVISTAMOS GABRIEL EVOKE, QUE EM BREVE LANÇARÁ COLLAB COM SOLDERA

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ENTREVISTAMOS GABRIEL EVOKE, QUE EM BREVE LANÇARÁ COLLAB COM SOLDERA

Por Marllon Gauche

Já são mais de 15 anos de carreira, uma escola de discotecagem em seu nome, grande experiência nas cabines — com passagem inclusive pelo Universo Paralello — e muitos lançamentos importantes na prateleira. O paulista Gabriel Evoke surpreende pela consistência e mostra o quão importante é estar em movimento nos dias de hoje, seja estudando, produzindo, discotecando ou mesmo dando oportunidades para outros artistas em fase de crescimento.

Ele é daqueles que dorme e acorda no estúdio e está sempre ocupado musicalmente. A grande novidade é que, no fim do mês, Evoke lançará sua primeira collab com Soldera, player bastante conhecido na cena brasileira e headlabel da Black Belt, por onde a faixa será lançada no dia 26. Falamos com ele para saber sobre este e outros projetos que ele  tem pela frente:

W: Gabriel! Beleza? Legal ter você com a gente por aqui. Conta como foi seu início no mundo da música? Já são mais de 15 anos de carreira, certo? O que te motivou naquele início?

G: Fala, pessoal! Muito obrigado. É um prazer conversar com vocês.  Eu comecei a discotecar em 2005, ano em que já era um raver de carteirinha. Na época o Psytrance dominava as festas pelo Brasil e foi tocando esse gênero que dei meus primeiros passos como DJ. Eu sempre fui apaixonado por esse universo, mas confesso que nunca achei que seria possível criar uma carreira em torno disso. A vida tem me mostrando os caminhos e eu, com muita coragem e força de vontade, tenho buscado os desbravar. Sou muito feliz, e grato, por poder viver essa experiência. 

W: Certamente seu som evoluiu e se transformou ao longo de todos estes anos. Hoje você ostenta uma identidade no Tech House, mas tem apostado numa linha mais “conceitual” e até mesmo com mais elementos do Minimal… como está sendo essa fase pra você? Tem redescoberto um novo Gabriel Evoke no campo da produção?

G: Eu acredito que nós produtores estamos sempre nos re-descobrindo, ou melhor, sempre buscando evoluir. Eu comecei há produzir há 10 anos atrás. Durante esse período eu testei muita coisa e diversas sonoridades. A minha personalidade e meu espírito sempre foram da música underground. Eu tenho amadurecido e, consequentemente, minha música também. 

No momento, a estética do meu som está caminhando para um tom mais conceitual. Mas, se parar para analisar, a minha identidade é a soma de tudo que escutei e produzi durante esses anos. Fico imaginando como minha música vai soar daqui a uns anos, porque tenho certeza que não vou parar de me renovar.

W: Sua faixa de maior sucesso até aqui é “Ritual”, foi parar em playlists editoriais do Spotify, o que ajudou bastante na propagação da música.  Já “Sapucai” caiu na mão de grandes DJs como Joseph Capriati… hoje em dia, o que você considera essencial para ter mais visibilidade num mercado tão concorrido?

G: Eu não sei dizer se a “Ritual” é a minha faixa de maior sucesso. Ela é a que teve melhor resultado no Spotify, hoje com quase 200 mil streams e presente em quase 900 playlists. A “Eden” é minha produção mais vendida no Beatport. A “Sapucai” foi uma track que fez bastante barulho, e ainda faz. Ela foi tocada pelo mundo afora por Joseph Capriati e por dezenas de outros DJs.

Hoje em dia é muito difícil ter a certeza que um lançamento será um sucesso, não basta apenas a música ser boa. Existe uma soma de fatores para o resultado final, como ser lançada por uma ótima gravadora, uma campanha de marketing bem feita e também uma ajudinha da sorte, que é sua música cair nas mãos das pessoas certas.

Para ter visibilidade nesse mercado você precisa ter um trabalho consistente, um calendário de releases e um marketing bem feito. A gestão da sua marca precisa ser planejada e eficaz. Ou seja, você precisa trabalhar duro.

W: E em breve chega um possível novo sucesso seu, desta vez colaborando com Soldera, certo? Conta  um pouco sobre a relação de vocês e como surgiu essa collab?

G: Eu conheço o Soldera há alguns anos. Nos encontramos pessoalmente em algumas ocasiões, mas nosso contato é basicamente virtual. Em algumas das nossas conversas falamos da ideia de um trabalho em conjunto até que finalmente entramos em ação e saíram alguns projetos.

W: Vocês conseguiram equilibrar bem a identidade individual  de cada um dentro da música? Como foi o processo de produção da faixa?

G: Sim, rolou super bem pois temos gostos parecidos. Somos amantes da House Music em primeiro lugar. Nós trabalhamos remotamente, mas desenvolvemos o trabalho em conjunto. Foi um processo leve e rápido. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado e não vemos a hora de apresentar para vocês.

W: Além dessa, alguma outra novidade você teria pra compartilhar com a gente? Valeu!

G: Tem muita coisa legal acontecendo. Tenho mais uma collab com o Soldera pronta, além de um remix para ele com o Thomaz Krauze. Tenho uma sequência de lançamentos importantes até o final do ano, incluindo um super projeto que participei, logo vocês ficarão sabendo, e também o lançamento da minha própria gravadora… 

Obrigado pelo convite!

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