REDUÇÃO DE DANOS, O QUE É IMPORTANTE SABER?

André Cruz

Uma forma de se preparar para os efeitos de uma droga e saber como lidar com excessos, se informar sobre ela, saber sobre efeito desejado e indesejado de substâncias psicoativas, sua duração média e riscos.

Alguns passos importantes para redução de danos são:

CONHECER O VENDEDOR; conhecer a pessoa que vende a droga pode diminuir os riscos de consumir um produto diferente daquele pelo qual se pagou ou, no mínimo, de consumir um produto de risco especialmente alto, mas não o anula.

CONSUMIR LENTAMENTE; no caso de uma droga recém-obtida, Comis afirma que é necessário consumir com cuidado e nunca de uma só vez, especialmente nas primeiras doses. Se for um comprimido, por exemplo, o ideal é tomar inicialmente até um quarto, aguardar por cerca de uma hora, sentir os efeitos sobre o corpo e observar se eles são aquilo que se buscava. E só então decidir partir para uma nova dose, ou não.

BEBER ÁGUA; beber água diminui as chances de problemas, especialmente quando se bebe apenas álcool ou se associa álcool a outras drogas, já que essa substância leva a urinar em excesso. Mas tomar mais de um litro de água de uma vez pode diminuir demasiadamente a concentração de sódio no sangue. Isso desregula o controle da água entre as células e leva a seu inchaço, uma situação perigosa chamada hiponatremia. Comis recomenda uma dose de cerca de 300 ml por hora, um pouco menos do que uma latinha de refrigerante padrão.

DESCANSAR E COMER; é importante lembrar-se de  alimentar e descansar, e não apenas dançar incessantemente, enquanto se está sob efeito de drogas.

DIZER O QUE USOU; caso se sinta mal psicológica ou fisicamente, busque se acalmar, procure ajuda e não tenha receio de dizer quais drogas usou, ou acredita que usou. Se precisar de atendimento médico, essa informação é valiosa, uma vez que sem ela é possível que médicos ou enfermeiros realizem procedimentos inadequados.

 

 

O que os organizadores de festas podem fazer

“As casas noturnas morrem de medo de admitir que exista consumo de drogas nas festas, porque isso pode chamar a atenção da segurança pública. Mas estamos em uma sociedade em que as drogas são consumidas em festas, mesmo quando não são vendidas nas casas noturnas”, diz Comis.

Ela avalia que produtores precisam lidar com esse fato e se responsabilizar por diminuir os danos nos casos em que há uso abusivo.

Medidas simples são orientar funcionários a não vender bebidas para pessoas que aparentam estar excessivamente alteradas, e oferecer gratuitamente água aos clientes. Comis diz, no entanto, que essas medidas não costumam ser aplicadas porque significam abrir mão de faturamento.

Há no estado de São Paulo desde 2008 uma lei que obriga casas noturnas a instalar bebedouros de água, mas a regra é frequentemente desrespeitada, ressalta a psicóloga.

Creditos/ Fonte:

Psicóloga Maria Angélica Comis

NEXO JORNAL LTDA 

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