CONFIRA A NOSSA ENTREVISTA COM VEGAS, UM DOS MAIORES NOMES DO PSY TRANCE NACIONAL

Rafael 1

Paulo Vilela, a mente por trás do projeto Vegas, começou a carreira como DJ em meados de 2005 na cidade de Joinville. Encantado com a repercussão e dedicando mais tempo ao trabalho, lançou em 2009 seu primeiro álbum autoral. Em parceria com James Medeiros no antigo projeto de Full On “Double Collision” (Psytropic Records – Alemanha) atingiram o TOP #09 em vendas nos charts de Psy Trance do Beatport. No início de 2010, Paulo junta toda sua experiência adquirida em estúdio e nas pistas para lançar o projeto solo “Vegas”, um Live Act de Trance Progressivo com fortes linhas de baixo, vocais psicodélicos, arranjos de bateria e guitarra, por vezes transitando entre sonoridades melódicas e timbres mais pesados. Vegas não se limita aos clichês sonoros e procura sempre inovar, buscando novas fórmulas capazes de criar fortes interações com o público.

https://www.facebook.com/vegasliveact/videos/1742132349162670/

WOR -Recentemente você lançou o álbum “Good Things”, e trabalhar na produção de um álbum é extremamente desafiador, pois é ali que você mostra toda a sua capacidade e versatilidade dentro do estúdio. De onde veio a ideia de criar esse álbum?

Vegas – A ideia de criar o álbum foi mostrar para as pessoas que eu também tenho capacidade de criar músicas que vão além do Psy Trance e além dos comerciais que já estou acostumado a fazer, essa foi a vibe de querer colocar um som experimental que fiz com o 4i20, que é um PsyChill misturado com Dub e tem uma pegada Trap. E depois o chillout no final que intitulamos “Pôr do Sol” que é uma track com 70 bpms.

As vezes em uma festa você não tem a capacidade de mostrar todo o seu potencial dentro do estúdio e toda a sua parte musical, então pensei comigo mesmo que quando eu criasse um álbum eu iria mostrar para os meus fãs que tenho um leque de opções musicais e aproveitei a deixa do álbum para fazer isso.


WOR – Hoje quando entramos em suas redes sociais percebemos a enorme quantidade de comentários com a #produtonacional. Como começou essa história?

Vegas – Produto nacional começou na verdade em uma brincadeira. Eu estava no aeroporto de Campinas e vi uma caixa sendo despachada e nela tinha o carimbo “Produto Nacional” e em uma brincadeira comecei a usar hashtag, e o designer que estava fazendo minha logomarca fez uma arte colocando esse carimbo, fizemos um adesivo e o pessoal comprou a ideia.

E isso também foi uma forma de começar a valorizar os artistas nacionais pois sempre eram os DJs internacionais que eram vangloriados e os brasileiros ficavam um pouquinho para lá, não digo só por mim, mas todos os artistas nacionais começaram a ganhar uma visibilidade maior e começaram a usar #produtonacional para valorizar o produto nacional. E no fim acabou pegando.


WOR – O palco UMF Radio nesse terceiro dia de Ultra Brasil é destinado para o público do Psy Trance, e com certeza é o dia em que o palco esteve mais cheio. Como foi para você ver a reação da galera que não parou um minuto durante sua apresentação?

Vegas – Na verdade foi uma experiência muito diferente, eu estava até curioso para saber como seria. O Ultra sempre foi conhecido por ser um festival de “EDM” no mundo todo, e quando me disseram que teria Psy Trance no Ultra Brasil, e que eu fui chamado para tocar fiquei extremamente feliz, mas depois um pouco preocupado, e cheguei a pensar se realmente daria certo, pois meu público querendo ou não é diferente e quando cheguei no palco e vi o Stage cheio de fãs que estavam para me ouvir as foi uma sensação inexplicável.


WOR – Podemos observar em suas produções e em suas apresentações muitas músicas com o vocal em português, e isso não é de agora. De onde veio a ideia de colocar o vocal em português nas suas faixas?

Vegas – Algumas das minhas influências são Swarup e Ekanta, que já usavam vocais em português lá atrás. E quando eu comecei a escutar Psy Trance eu não sabia falar inglês, quando escutava músicas deles com vocal em português eu entendia toda a mensagem contida ali, diferente de quando eu escutava uma música muito legal em inglês, e não entendia o que falava. Hoje como eu falo inglês eu entendo mas sei que muito brasileiros às vezes não entendem e por isso comecei a colocar mais vocais em português, pegar letras legais procurar algumas coisas que tem no inglês eu trazer para português, e claro não digo que eu comecei com isso, antes de mim muita gente já fazia, talvez eu fiquei mais conhecido por conta da “Índio Maluco” que eu fiz naquela época.


WOR – E o que a gente pode esperar de novidades para esse final de semestre?

Vegas – Esse ano eu acabei de lançar um remix da faixa “Sequence” do Major7 e agora eu estou com um outro remix de uma track chamada “Cabrones” de um artista do Rio Grande do Sul, o remix já está na gravadora e deve sair em novembro. Também tenho uma track para ser lançada na Vagalume Records e será lançada até dezembro, é um som mais sério, sempre que lanço por eles saem som mais psicodélicos. E tem mais uma que vai sairá pela Blue Tones se chama “Reflected” de lançamentos creio que para esse ano serão essas três músicas.

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